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12.9.11

Padrão de rádio digital será escolhido por aspectos técnicos e econômicos


O Ministério das Comunicações realizou ontem em Brasília um seminário para discutir a implantação do padrão de rádio digital no Brasil. A pasta continua monitorando os testes que estão sendo realizados em várias rádios brasileiras e, segundo os participantes, a escolha terá como base aspectos geográficos e também socioeconômicos.


De acordo com o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, “quando avaliarmos as opções, teremos também de levar em consideração os aspectos econômicos do padrão, porque não podemos ter um equipamento que seja muito caro e se torne inacessível para a população”. Ele citou como exemplo os Estados Unidos, onde um aparelho receptor de rádio digital custa pelo menos US$ 49, valor relativamente alto.

Como uma das preocupações do MiniCom em relação à realização dos testes é a questão geográfica no Brasil, os equipamentos passarão por avaliações em cidades com diferentes características de relevo, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. A expectativa é que os testes na tecnologia DRM, de origem europeia, sejam finalizados até março do próximo ano. Também deverão ser realizados testes com a tecnologia americana IBOC. 

Mas, ainda segundo o secretário-executivo do MiniCom, todas as avaliações somente serão divulgadas depois de concluídos os testes com as variadas tecnologias. Ele informou que o objetivo é aplicar maior isenção à testagem e evitar conflitos de interesses entre os proprietários dos padrões a serem testados.

Representantes da tecnologia americana IBOC (In band on Chanel)  e da europeia DRM (Digital Radio Mondiale), participaram do primeiro painel do seminário. O representante do consórcio DRM, Alexander Zink, destacou a qualidade do áudio e a abrangência da cobertura do sistema europeu. Ele destacou a compatibilidade do modelo com o sistema brasileiro e reforçou a flexibilidade do DRM, que é capaz de transmitir o sinal analógico e o digital de maneira simultânea, nas faixas AM e FM. Alexander reforçou que o modelo europeu tem uma melhor utilização das frequências disponíveis, sendo que em um mesmo canal é possível transmitir até quatro programas canais de áudio simultaneamente. 

Fonte: Tudo Rádio
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